Explicação n.º 4 - à Lagardere, à la gardere ou à la gardene

Antes demais gostaria de vos esclarecer que a verdadeira expressão é "à Lagardere", todas as outras são divagações fonéticas, que, aliás, acontecem em muitas outras expressões (tema extremamente curioso a ser abordado futuramente).

Muitas pessoas julgam ser esta expressão sinónimo de "à grande", isto é, fazer as coisas "à Lagardere" é fazer as coisas à grande. Porquê? Por haver um senhor de nome Didier Lagardere que nas ruas de Montceau-les-Mines (região da Bourgonge francesa), no ínicio do século XX, em shows ocasionais de strip de rua. O sucesso de tais eventos estaria associado ao facto do sr. Didier ser bem dotado. Desde aí muitos confundem a palavra "Lagardere" com "grande".

Porém, meus caros, outra corrente bem mais conservadora e, a meu ver, mais credível, associa esta expressão a Henri de Lagardere, herói, criado por Paul Féval, que age de forma não pensada, atrevida e corajosa para vingar a morte do seu grandessímo amigo e vizinho Duque de Nevers morto pelo implacável Prince de Gonzague, depois deste saber que o cinto da castidade de sua esposa se encontrava violado.
Assim, à Lagardere é agir de forma atrevida, não pensada, sem pensar em consequências... e como tal, pode também ser considerado: fazer as coisas à grande.

Explicação n.º 3 - Chamada para Tóquio

Recuemos a 5 de Novembro de 1895, mais concretamente, à assinatura do Tratado de Amizade e Comércio Japão-Brasil,em Paris, estabelecendo as relações diplomáticas entre os dois países.
Este acordo permitiu a emigração de muitos japoneses vindos de um Japão superpovoado e isolado do Mundo.
A política emigratória tinha, assim, como principal objetivo aliviar as tensões sociais devido à escassez de terras cultiváveis e endividamento dos trabalhadores rurais, permitindo assim a implementação de projetos de modernização.
Do outro lado, estava o Brasil, que tinha falta de mão-de-obra para as plantações de café. Mas não foi fácil a adaptação destes japoneses a este belo país. Idioma, clima, estilo de vida, hábitos alimentares... tudo isto era diferente... e aumentavam as saudades de casa... e dos seus mais próximos.
Aproveitando esse sentimento nostálgico e saudoso reinante nesse nicho de mercado, a operadora estatal brasileira apresentou, já na década de 60 do século passado, uma campanha com preços nunca antes vistos. Rejubilaram, assim, todos os nipónicos e espalharam a notícia entre todos, já num português algo asiático, da seguinte forma: "Com estes pleços, já podemos falal à glande".
Bom, dito isto, os adeptos do sexo oral não desperdiçaram tempo, vendo numa "chamada para Tóquio" algo dirigido à glande. E, sabe-se bem que, para estes, não há melhor forma de alguém se dirigir à glande que sob a forma de um belo felátio!
Como tal, meus amigos, quando se fala em "Chamada para Tóquio" falamos, pois, num felátio.

Explicação n.º 2 - Cú do Conde e/ou Cú de Judas

Urge esclarecer este tema, visto grande parte da população lusófona que o usa, não saber a sua origem. Muitos julgam Judas ser Conde e então o "cú" ser o mesmo, mas... Nada mais errado, meus caros.. Nada mais errado.
Vamos então por partes e comecemos por esclarecer o dito do Conde.

Cú do Conde é uma expressão originada no século XVIII, em 1757 mais precisamente, aquando de uma conversa de amigos, o bem humorado Marquês de Alpiarça, bêbado inveterado mas na altura a tentar a reabilitação, a disse perante a insistência e curiosidade, por vezes até desagradável, de um membro do clero de identidade, por mim, desconhecida, em querer saber onde se encontrava a garrafa de vinho que tinha desparecido da sacristia. Nessa conversa em que estava também presente o Conde d'Avintes, o tal padre nervoso com o desaparecimento de mais uma garrafa (a 3ª numa semana) confrontou o Marquês "Onde a escondeste? Onde? Onde??" e o Marquês quiçá movido pelo espírito da piada fácil, através da rima, mesmo não sabendo onde a garrafa se encontrava, apontando para o Conde, respondeu, com o seu ar mais malandro: "No cú do Conde!!".

Desde então à insistente pergunta "onde? onde?" mata-se a curiosidade do interrogador com a estocada "No cú do Conde!".
(Como nota, gostaria de acrescentar que dado o estado em que encontrava a garrafa quando foi avistada, muitos acreditam ser possível o Marquês ter acertado a localização dela, mesmo sem o saber)

Arrumado então "o cú do Conde" saltamos, então, para o "cú de Judas", salto esse sem qualquer conotação sexual, pois claro. O salto até pode não ter, no entanto o mesmo não se pode dizer da expressão, passo a explicar:
Alípio Judas, desaparecido nos finais do século XIX, era um bom vivã, namoradeiro e embora heterossexual, causava o delírio de qualquer maricas que o visse na rua. Durante anos foi o objectivo sexual de muito homem de Barcelos, de onde ele era natural. Porém, nunca nenhum teve sucesso. Dada a dificuldade de o alcançar, é recordado o episódio de um advogado de então, gay não assumido que tinha tentado um affair com o tal Alípio, em que lhe questionam "se o acordo entre as partes estava perto de ser alcançado?". O doutor Júlio Almeida, o tal advogado, marcado pelas muitas recusas de Alípio, a última das quais na véspera responde: "Perto?!? Está longe como o cú de Judas".
A partir daí a expressão é utilizada para referir que algo se encontra longe.

Logo, "cú do Conde" e "Cú de Judas" são expressões distintas, para serem utilizadas em ocasiões distintas. 

A isto, meus amigos, eu chamo serviço público e respondo-vos "De nada!"

Explicação n.º 1 - Tirar os 3

A primeira vez que foi ouvida esta expressão foi na noite de S. João de 1763. Desde então, ficou sempre associada a esta noite em que as meninas de outrora, antes da sua “iniciação” às fogueiras ou ao arrincar dos linhares, recebiam das mães um amuleto com 3 vinténs e tinham de lhes jurar não mostrar o amuleto fosse a quem fosse e só o tiraria a mãe no dia do seu casamento.
Uma vez que não o podiam mostrar a mais ninguém que não a mãe, aproveitavam essa contigência, para mostrar outras partes do seu corpo aos meninos lá da vila. E praticando um género de kamasutra sintetizado, lá iam desflorando "buraquinho", atrás de "buraquinho". Até gritarem "tiraram-me os 3! tiraram-me os 3!".
Momentos de festa esses os que se seguiam, visto muitas vezes o noivo não saber a origem desta expressão e associá-la à simples perda de virgindade vaginal. Não sabia, ele, contudo, que isso poderia significar ela já ter andado a fazer felácios em meia vila vizinha.

Âmbito

Apresento aqui o âmbito deste blog. No fundo trata-se de um blog educacional, feito para esclarecer todos aqueles que têm dúvidas que lhes apoquentam. Pontualmente, poderei falar sobre mim, sobre as histórias que me levaram a pessoa esclarecida e com vasto conhecimento que acredito ser hoje em dia.